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1.1.14

as rotas afetivas


Como se dá a descoberta [e a permanência] de uma rota afetiva?

Talvez seja apenas o olhar atento ao passo insistente.
[e ainda que o caminhar cotidiano possa nublar esse olhar,
em dias amenos ele se revela com intensidade solar].

Para mim, a construção da rota levou a minha [ainda jovem] vida inteira.
tantas vezes espaçadas em tantos anos, 
uma rota perdida rotas, em dias, em experiências, em viver.

só depois de abandonar o cotidiano desta cidade, 
em retornos breves, 
é que pude perceber na insistência do passo errante,
nostalgico,
[mas também como aquele que caminha para pensar*]
sempre a mesma forma que o corpo risca:

esta é enfim, a forma da minha rota afetiva,
o traço do meu corpo em minha cidade natal.

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*citação do querido viajante Enrique Vila-Matas, em Doutor Pasavento:
"O que na realidade fazemos quando caminhamos por uma cidade é pensar."


23.10.13

meu abismo será um radar

[ou: Um desenhinho para Vila-Matas]



Ainda não li o novo livro* de Enrique Vila-Matas (ainda estou acabando outro, e são tantos livros pausados esperando...) no entanto, comprei este com urgência, pois sabia que o tema era por demais especial. Daniel Pelizzari confirma isto em trecho da apresentação do livro, onde nos diz:

"...Vila-Matas estende uma corda para equilibristas que não parecem tão interessados na travessia, mas sim em mergulhar em si mesmos, explorar o vazio, desaparecer no abismo que é a vida cotidiana."

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*Exploradores do Abismo de Enrique Vila-Matas foi lançado pela editora Cosac Naify neste ano, 2013.

24.9.13

Paul Auster's case: a man in circles














    


 

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* Os desenhos foram inspirados em uma pequena história contada por 
Paul Auster no livro The Invention of Solitude, Penguin Books, 2007, págs. 83/84.