Mostrando postagens com marcador dormir. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dormir. Mostrar todas as postagens
16.10.13
deserto de areia e maresia no olhar
DESERT SAND
Fall back
All out of words
Too busy trying to save them for the truth.
So brutal the nights they are.
I couldn't sleep the streets were oh so cold.
To die, to be asleep.
We'll have the darkness to the roaring sea.
So foolish I know you are,
To take a walk and never so much stars.
And then I start to dream
But I can't read directions in my sleep.
The sun comes with the tide
And it's so beautiful I close my eyes.
___
*Desert Sand é Beach Fossils no EP Daydream.
[clique para ouvir]
1.9.13
deserto [pele] invernal
WINTER SKIN*
[clique para ouvir ... and sing to sleep]
Let's build a couple fragile of bridges together
Let's run across it and reach the sky
Let's run across and meet the next hazel sunrise
It's a sign of failure written all over these lonley skies
and our fortune has created time
Time of exsiting in a begining
so today the sun refused to shine
Sing me to sleep
Oh my darling, your eyes
refused to catch my tear
Sing me to sleep
Let's build a kingdom in the desert
and jump up and down when it rains
and jump up and down the next time it shall rain
There's only five winds owned by the holy gods
our gods that obey
the soil soaked from the sweat dripping down the weeping ol' willow
Winter is here
Winter is here
and she is glowing
with her light
embracing her strength with her final bite
Winter
winter
winter is here
_______
*Winter Skin é Y La Bamba no álbum Alida St.
[clique para ouvir ... and sing to sleep]
Let's build a couple fragile of bridges together
Let's run across it and reach the sky
Let's run across and meet the next hazel sunrise
It's a sign of failure written all over these lonley skies
and our fortune has created time
Time of exsiting in a begining
so today the sun refused to shine
Sing me to sleep
Oh my darling, your eyes
refused to catch my tear
Sing me to sleep
Let's build a kingdom in the desert
and jump up and down when it rains
and jump up and down the next time it shall rain
There's only five winds owned by the holy gods
our gods that obey
the soil soaked from the sweat dripping down the weeping ol' willow
Winter is here
Winter is here
and she is glowing
with her light
embracing her strength with her final bite
Winter
winter
winter is here
_______
*Winter Skin é Y La Bamba no álbum Alida St.
22.7.13
a falta de ar amor
chorar é despir-se.
deixar esvair,
transbordar,
transpirar.
é o olho gritando a pele ardida,
a falta de ar que é o suspiro e o engasgo.
é a dor que custa a sair,
o nó dentro da garganta ,
soluço dentro do peito.
o choro vem depois da falta de ar desde o dia em que nascemos.
eu choro pra respirar,
pra pensar sentir pensar
pra trocar cada lágrima por um raio turvo de sol.
turvo é o olho daquele que chora.
turva o oho para poder enxergar dentro.
pra secar a ferida
pra drenar o resto de amor.
pra aquele amor inflamado
inflado de fogo e pesar,
possa virar cinza,
possa virar poeira.
que vire ar.
leve dentro do peito antes ardido,
lavado de choro
lavado de chuva
vá embora devagarinho
aquele raio turvo inalcançável
flare de amor perdido.
deixar esvair,
transbordar,
transpirar.
é o olho gritando a pele ardida,
a falta de ar que é o suspiro e o engasgo.
é a dor que custa a sair,
o nó dentro da garganta ,
soluço dentro do peito.
o choro vem depois da falta de ar desde o dia em que nascemos.
eu choro pra respirar,
pra pensar sentir pensar
pra trocar cada lágrima por um raio turvo de sol.
turvo é o olho daquele que chora.
turva o oho para poder enxergar dentro.
pra secar a ferida
pra drenar o resto de amor.
pra aquele amor inflamado
inflado de fogo e pesar,
possa virar cinza,
possa virar poeira.
que vire ar.
leve dentro do peito antes ardido,
lavado de choro
lavado de chuva
vá embora devagarinho
aquele raio turvo inalcançável
flare de amor perdido.
14.10.12
o sono e a vigília
... as questões da diferença entre ficção/ciência, entre fantasia/verdade que são variantes do binômio sono/vigília... *
Fico pensando na invenção como algo próprio do sono/sonho.
e com isso...
o único modo de estar atento ao mundo, percebê-lo
[observar-estar distanciado da invenção]
é a vigília, o estado desperto.
o estado muito atento às emoções no universo externo particular.
[particular, mas no mundo].
se tenho sono, não observo.
vivo no deserto caminhante.
aquele que perde-se de todas as referências...
aquele que inventa, que cria,
mas que pode viver a delusion programed,
em loopings de viver, em redemoinhos de areia.
como inventar o despertador no deserto?
qual o som que toca para o vento cessar, e os olhos se abrirem de fim de nevoeiro?
nevoeiro dentro de si, mal enxerga o sol.
não enxerga os layers que atravessam as camadas de ser,
por entre as frestas,
do sono, do desejo, do conforto deep on the ground.
areia movediça.
mar repuxo-movediço.
os pés soterrados
os olhos fechados
a paisagem encerrada em névoa
o mundo inventado e real tão esmaecido
o despertador é o sol de fim do dia cinza,
aquele que chega rente aos olhos, invade as frestas
sedutor e incisivo.
mas um convite irregular.
regular deveria ser a vigília, que busca estar acordada com o dia,
e sempre esquece que existem as noites,
sempre adormece de repente,
e às vezes tem vontade de hibernar.
hibernar pesado como os ursos
ou as árvores seculares que caem quando as cortamos.
o peso da noite no olhar obscurece até a invenção,
o mundo que inventarmos-buscamos viver,
aquele cheio de alegrias, desperto como as articulações do relógio.
[a busca do ponteiro são as 12 horas].
e depois outro sol, outro trajeto, mudar como as dunas de areia.
aquele que abre os olhos não enxerga melhor.
[o seu horizonte de deserto nunca muda, ainda que caminhante]
aquele que abre os olhos enxerga onde está.
se eu não me mover, é o mundo que se move.
se eu me movo eu fixo o deserto como fixo o meu oásis.
o mar.
aquela eterna busca inventada, enquanto dormia, enquanto navega.
*texto de João A. Frayze-Pereira, em catálogo sobre obra de Grete Stern, IMS, 2009.
Fico pensando na invenção como algo próprio do sono/sonho.
e com isso...
o único modo de estar atento ao mundo, percebê-lo
[observar-estar distanciado da invenção]
é a vigília, o estado desperto.
o estado muito atento às emoções no universo externo particular.
[particular, mas no mundo].
se tenho sono, não observo.
vivo no deserto caminhante.
aquele que perde-se de todas as referências...
aquele que inventa, que cria,
mas que pode viver a delusion programed,
em loopings de viver, em redemoinhos de areia.
como inventar o despertador no deserto?
qual o som que toca para o vento cessar, e os olhos se abrirem de fim de nevoeiro?
nevoeiro dentro de si, mal enxerga o sol.
não enxerga os layers que atravessam as camadas de ser,
por entre as frestas,
do sono, do desejo, do conforto deep on the ground.
areia movediça.
mar repuxo-movediço.
os pés soterrados
os olhos fechados
a paisagem encerrada em névoa
o mundo inventado e real tão esmaecido
o despertador é o sol de fim do dia cinza,
aquele que chega rente aos olhos, invade as frestas
sedutor e incisivo.
mas um convite irregular.
regular deveria ser a vigília, que busca estar acordada com o dia,
e sempre esquece que existem as noites,
sempre adormece de repente,
e às vezes tem vontade de hibernar.
hibernar pesado como os ursos
ou as árvores seculares que caem quando as cortamos.
o peso da noite no olhar obscurece até a invenção,
o mundo que inventarmos-buscamos viver,
aquele cheio de alegrias, desperto como as articulações do relógio.
[a busca do ponteiro são as 12 horas].
e depois outro sol, outro trajeto, mudar como as dunas de areia.
aquele que abre os olhos não enxerga melhor.
[o seu horizonte de deserto nunca muda, ainda que caminhante]
aquele que abre os olhos enxerga onde está.
se eu não me mover, é o mundo que se move.
se eu me movo eu fixo o deserto como fixo o meu oásis.
o mar.
aquela eterna busca inventada, enquanto dormia, enquanto navega.
*texto de João A. Frayze-Pereira, em catálogo sobre obra de Grete Stern, IMS, 2009.
13.10.12
o deserto abandono
* Fotografias de Álvaro Sánchez-Montañés da aldeia abandonada de Kolmanskop, Namíbia.
.................
o deserto invasor é cheio, é o preenchimento do abandono.
é o suave tempo das dúvidas, das incertezas, dos apagamentos.
o esquecimento.
...
o deserto é caminhante, e procura o desconhecido.
20.3.12
Ilusão mental e des-ilusão meditativa *
cuide para a hibernação não virar o sono em espiral.
adentrando-se terrivelmente em si mesmo.
espiral em reverso, só tem olhos para o exterior.
enquanto o interior afoga-se em si mesmo no azul profundo.
[azul profundo de oásis-abissais]
no espiral em reverso, hibernamos com olhos distantes.
olhos imóveis.
olhos esquecidos.
...não de si mesmo, mas de sua propulsão interior.
[você nunca achará nada no exterior que não haja em ti mesmo:
procure com olhos interiores].
curiosamente, a paisagem de encontrar-se é a mesma de onde nos perdemos.
[o azul profundo é neblina negra de olhos fechados]
no mar sem peixes abissais, apague a luz.
feche-se em seu interior.
respire e observe o seu movimento, e a falta de movimento.
respire e infle os pulmões
pulmões de hélio que voam pelo ar,
sugando-o da espiral invertida,
elevando-o na direção da ponte.
quando eu me movimentar,
serei outro como sempre estive em direção de ser.
estaremos todos muito acordados,
correndo na direção de nós mesmos,
e de todo o mundo ao qual estamos ligados, afinal.
* título de uma palestra TEDx por aí, veja aqui.
14.2.12
o salto ornamental
...
...
...
Antes do salto, tem a rampa.
e tem os passos em direção à ponta da rampa,
e antes disso uma vida inteira.
a cada passo, uma ansiedade que nos forçamos a anestesiar,
como se os passos pudessem ficar cada vez mais leves, mais etéreos.
Na ponta da rampa a imobilidade.
O olho no fundo do mar, escondido embaixo da superfície calma da água.
Na ponta da rampa a ansiedade é diluída em respiros,
no olhar concentrado que esquece a altura, esquece o mundo à sua volta, esquece a vida inteira atrás da rampa.
no olhar que tenta esquecer a vertigem de viver.
A concentração é longa como os respiros, cada vez mais profundos, cada vez mais voltados para dentro de si.
Os respiros são suaves como os hibernantes.
Acumulando toda a energia durante o sono,
numa movimentação interna muito particular.
De instinto acordado mas de olhos fechados para o redor.
o redor da rampa e da vida atrás da rampa que irá abandonar.
o tempo vira vertigem.
poderia ficar semanas em cima da rampa, hibernando de olho sonhador dentro do mar.
e tão logo nos damos conta o sonho é o que sempre foi - a daydream living, e acordamos já na ponta dos pés, na ponta do salto que o corpo decidiu quando estava pronto, num instante sempre quase exato [e sempre incerto] à pausa do respiro.
hibernamos porque o salto é ornamental:
o salto calculado em cada movimento que no fim é sempre incerto, é sempre a busca de um ideal.
o ideal em direção ao mar revolto.
o mar embaixo d'agua é destino.
é onde a vertigem de viver toca em cada poro da pele.
onde estamos muito vivos, e acordados afinal.
2.2.12
homens-máquina, insones hibernantes
Serge Daney comenta sobre alguns grandes cineastas franceses*, nos anos 70 (segundo ele, um período-deserto):
...eles jamais pararam de filmar. Melhor: jamais pararam de experimentar.
[...]
tais autores souberam cosnstituir sua própria máquina de produção, ou, como diz Rivette, seu "microssistema". Uma máquina de produzir um filme, mas sobretudo de produzir a posssibilidade de outro filme, em seguida.
[...] 2x
eles pensaram "small is beautiful";
eles estiveram, para retomar a bela expressão de Deleuze, "muito povoados do interior de si mesmos".
e ainda:
O que caracteriza essas máquinas tão diferentes umas das outras não é seu tamanho (em geral, elas são pequenas), é que são máquinas que permitem desvios.
Quero tornar-me homem-máquina,
meu interior é o deserto onde hiberno.
No interior do deserto as dunas são desvios,
como linhas originais
que extrapolam o corpo-máquina, para o horizonte.
Serei a minimajor do sonho,
construirei os passos para o exterior,
onde a paisagem é orgânica e feroz
feroz como a fome criativa
a faísca que produz os desvios que me levam naquela direção tão turva, e tão clara.
A paisagem é sonora e color.
e o mergulho desviante é linha de percurso.
...
o que ele quer dizer, também, é que:
Porque a verdadeira riqueza é o tempo, o tempo que um artista precisa para trabalhar um material, para acumular experiência.
* Godard, Vecchiali e Rohmer, mais especificamente.
** Fonte: Serge Daney. A Rampa: Cahiers du Cinéma, 1970-1982. Cosac Naify, 2007.
3.4.11
desejar - esquecer-se
[ou: A loucura da fuga]
a persistência no desejo é possível através da lembrança constante.
lembrar - fixar - não deixar-se esquecer.
lembrar de maneira compulsória não permite a distração.
e qual poderia ser o sentido funcional da distração?
... não a distração como maneira de não enlouquecer na persistência, mas a distração como fuga que se impõe, que nos sequestra do desejo como válvula de...
...escape?
...auto-sabotagem?
para driblar a sabotagem: o eterno retorno.
avanços espirais,
vôos cíclicos e direcionais.
mas ainda: Haveria outra distração dissimulada no meio destas?
desejo-distração.
a distração como lembrança por oposição.
[para lembrar que existem outras coisas no mundo a desejar,
para lembrar do desejo-persistência pela distância, como a chuva faz lembrar o sol].
distração - catatonia necessária.
voltar correndo para o desejo como que para o amante.
correr. correr.
16.2.11
como viver junto ?
foi há muito tempo,
e depois disto houve uma linha constante.
...desatei muitos laços,
mas alguns parecem impossíveis:
amor ao funeral é uma desistência,
e nunca pretendi construir barricadas.
alguns laços ora são estendidos por outros:
[o que fazer com a ajuda que não é bem vinda?,
ou: se algumas coisas nos chegam, não é hora de recebê-las?]
outros são como sombras:
nos mostram que certas coisas existem mesmo quando não estão ali.
como viver junto,
se a indiferença (mesmo quando almejada) é dolorida?
ser alegre mesmo na falta de felicidade é projeção.
é dizer que estamos bem, mesmo assim.
...
é estúpido querer ser meio-alegre, médio-feliz.
mas é que algumas coisas realmente não importam mais.
...
... fui andando embora, e já quase não olho para trás.
15.1.11
A família melancolia
Ser em tempo lento.
não ser como os outros.
ser como família, lembra as outras famílias.
espelho da felicidade/ espelho da infelicidade.
o bandolin agudo e triste
lembra os passos graves,
lembra a nostalgia ao revés.
perigo de mar, rodeado pelos tubarões.
perigo de neblina na montanha e no mar.
mas os risos são sinceros.
são risos rosados.
vontade de andar embora.
[Cartola way of life]
ficar é displicência, complacência, contemplar...
..................................
Há coisas para as quais raramente olhamos,
e quando olhamos, há náuseas.
Dentro do claro mais claro há o obscuro infinito.
Vou caminhar no sol, queimar o dia na areia.
sumir de vez na alegria do mar de verão,
pegar a estrada de volta da imersão.
[sinto frio no verão].
..............
como voltar para a rede,
se agora a vida só parece possível longe dela?
Laços que me enlaçam...
medo dos cortes
medo da franqueza atroz.
Estou quieta, mas quando falar, me abrirei em furacão.
perigo de mar, perigo de ser.
Quando não tenho vontade de falar,
vejo tudo e não vejo nada. neblina.
mar fim.
marfim paralisado.
...
pergunto-me, essencialmente,
o que vou levar,
e o que vou deixar na estrada.
12.12.10
o estrangeiro mais íntimo.
Nunca o vi e,
quando o vi,
mal enxerguei.
No entanto ele me viu, mesmo,
e fez questão de opinar:
- tu está bem longe daqui, não é?
[o tom da sua voz confirmava que não era nenhum disparate.
o tom da sua voz me tocou físicamente, me chamando de volta à realidade.]
- sim, não estou aqui.
... e não fiz questão de voltar, permanecendo na viagem.
o silêncio e a verdade compartilhada foram de uma intimidade tal,
que eu não compartilhava havia anos...
...
...
quando cheguei em casa, me tornei uma pessoa completamente diferente.
9.10.10
Hibernar
Às vezes, tenho a sensação de que passei estes anos todos dormindo.
Todos os dias testo uma nova forma de acordar.
Mas às vezes, receio cair no sono profundo tão espontaneamente quanto acordei.
[estarei de fato acordada neste momento?]
Receio os cochilos,
o hábito de dormir sem perceber.
No entanto, não se vive o tempo todo acordado.
Desejo o sono como gesto de liberdade,
o labirinto do sono como caça-palavras,
desperta como água fria no corpo.
15.8.10
retroprojetar
Tenho um desejo que virou minha sombra.
Com o sol logo atrás, acabo sempre caminhando sobre ela.
O desejo como sombra é algo que não se consegue esquecer.
Sempre nos acompanha,
e nunca é palpável
nunca se torna real.
O desejo como sombra também é algo que nos segue.
Possuímos afinidades e prefere a minha companhia mais do que todas as outras.
Mas sua matéria é outra,
o encontro é desarticulado.
[se o encontro é desarticulado, seria realmente um encontro?]
...
Como abandonar a sombra?
Desejo ficar debaixo do sol a pino,
quente e cegante.
Depois de cega, verei tudo em branco.
As sombras serão apenas contornos cinzas e distantes.
Se eu não enxergar o desejo, ele simplesmente não estará mais ali.
Terá se convertido em outros tantos.
sombras brancas e delicadas de orvalho.
gotas que caem nos meus olhos enquanto estou dormindo.
água do rio que irei nadar depois de atravessar o deserto.
Assinar:
Postagens (Atom)













