11.5.09

para o novo, reencontro.


quem sabe uma outra fórmula:


não correr, nada de fuga.
ao encontro, ao encontro, ao encontro.

viver do intensamente vivo e radiante até a amarga dor.
sem pressa, quase sem ir.

entrar cada vez mais profundamente para dentro.


não que a outra fómula não tenha funcionado,
mas são outros encontros.

7.5.09













uma proposta: dar sentido a uma imagem.

não um sentido atribuído. antes, um sentido resgatado.
resgatar a percepção, limpar a neblina do pensamento.

5.5.09

da crise.

Tenho um coração na garganta.

que pulsa e cresce, enquanto recuso-me a falar.

Se eu abrir a boca
(gesto de permissividade para o corpo, não iniciativa)
se eu somente abrir a boca,

Uma frase interminável irradiará.

uma questão:
de tanto controlar, o controle pode simplesmente esquivar-se.
esvair-se de cansado, ou mesmo doente.

27.4.09

do vazio / cheio das palavras.


Recebi palavras.

Deveriam significar tudo, mas não.

Primeiro, me pareceram vazias

como as palavras que dizemos por falar.
seja por mal perceber que as dizemos,
seja por achar que devemos dizê-las.

Era como ME pareciam.

Então larguei-me por um instante,

Foi assim que acabei percebendo:
somos dois. o que ele diz, o que eu escuto.

as palavras poderiam ser vazias pra mim, mas não para ele.
as palavras poderiam ser vazias para ambos.
poderiam significar para mim, mas não para ele
[significar o quê? outra árvore se tece].
poderiam siginificar...
poderiam significar uma coisa [e várias] para mim,
e para ele outras [e várias].

estou numa ventania, vários fios esbarram em mim.
posso sentir nos dedos.

16.4.09

Sobre o extremo, uma resposta:

para Maya:

Primeiro pensei que o limbo, diferente do extremo, ficava no meio.

Agora penso: se depois do extremo fico sem lugar
(o extremo me parece à beira, à ponta), onde fico?
Posso viver a vagar, como no limbo.


Onde fica o extremo, se depois de me afastar, fico a perder-me (sem ter retornado) em algum lugar do meio?

30.3.09

O nó das coisas.


"Encontrei ali o texto
O nó das coisas e uma frase me chamou atenção. Dizia que não tínhamos medo de morrer, mas sim de perder o laço com as coisas pelas quais tínhamos afeto."
(em algum lugar, num site. sobre o livro: Antoine de Saint-Exupery por ele mesmo)

pensei na angústia de ver um sentimento morrer.
e ficar olhando-o derramar-se, sendo absorvido pelo chão sem retorno.

às vezes, esse tipo de angústia é paralisante.
outras vezes, o desejo viver (o sentimento) e tão mais forte,
que aparentemente não fazemos nada a respeito.


não fazer nada pode ser a total diferença.