O amor é uma geografia.
7.7.11
29.6.11
Instant Karma
Para purificar-se num instante:
Well we all shine on!!!
Like the moon, and the stars, and the sun...
A coisa mais bonita desta música é que John Lennon a canta com tanta força, como se ela fosse proporcional à possibilidade do desejo realizado.
8.6.11
o lugar no não-lugar
[lost in translation 5]
estar entre os seus, estrangeiros, todos eles.
...
o não-lugar como ponto zero.
o não-lugar como espaço de estar. zero como o lugar, olhos abertos, copo esvaziado.
toda a intensidade vivida no não-lugar nos atravessa como a uma holografia.
intenso, vívido, etereo.
permanente depois de vivido.
surreal na pele.
...................
como se situar no não-lugar?
e, se isso soa tão simples e espontâneo, como situar-se aos lugares?
[os de sempre, em que vivemos]
como voltar para o real ludibriado, deixar aquela não-casa para trás?
minha casa é o lugar em que nunca estive. minha casa é viver o lugar como cada não-lugar. estrangeirismos...
ser estrangeiro nada mais é do que olhar de fora. dentro.
o não-lugar é lugar do impossível, de estar em todo canto, de ver enquanto vive cego, o olhar zero a cada dia.
...................
vou estar impossível, e tão real que os dias não vão se dar conta de que me mudei.
30.5.11
18.5.11
o pára-quedista.
O primeiro passo é o salto no escuro.
A queda-livre é curta.
Não reconhecemos o entorno, as sensações se confundem na vertigem.
Aterrizar é chegar é de fato?
O reconhecimento é lento e nublado como a vertigem.
Reconhecemos enquanto agimos, o ato de viver parece incerto como o passo seguinte, enquanto a neblina não se desfaz.
A vantagem de viver na neblina é a novidade a cada passo,
A novidade do que já parecia tão antigo, tão sabido.
Viver na neblina é aprender nas velhas manias, é revisar o viver.
Com o olho novo, quem sabe não reconheço algo que sempre esteve ali, algo que nunca havia percebido.
É cansativo saltar todos os dias...
(então aproveite o salto diferencial!)
Vertigem é deleite.
29.4.11
3.4.11
desejar - esquecer-se
[ou: A loucura da fuga]
a persistência no desejo é possível através da lembrança constante.
lembrar - fixar - não deixar-se esquecer.
lembrar de maneira compulsória não permite a distração.
e qual poderia ser o sentido funcional da distração?
... não a distração como maneira de não enlouquecer na persistência, mas a distração como fuga que se impõe, que nos sequestra do desejo como válvula de...
...escape?
...auto-sabotagem?
para driblar a sabotagem: o eterno retorno.
avanços espirais,
vôos cíclicos e direcionais.
mas ainda: Haveria outra distração dissimulada no meio destas?
desejo-distração.
a distração como lembrança por oposição.
[para lembrar que existem outras coisas no mundo a desejar,
para lembrar do desejo-persistência pela distância, como a chuva faz lembrar o sol].
distração - catatonia necessária.
voltar correndo para o desejo como que para o amante.
correr. correr.
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